domingo, 15 de março de 2015

Semana Internacional da Síndrome de Down


Maitê, 18 dias
Esta semana termina com o Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março, sábado). Sempre acho que esses dias servem como pretexto para, através da informação, desconstruirmos preconceito até que um dia não faça mais sentido essas datas que pretendem combater a invisibilidade social de pessoas que pertencem a grupos minoritários e/ou em desvantagens sociais porque fogem ao típico, comum, corriqueiro, e não se encaixam na categoria do “normal”.

Embora avisados há mais de um século por Freud, e outros, que, entre a normalidade e a “anormalidade”, há apenas uma diferença de gradiente, ainda é cômodo traduzir a diversidade em códigos binários. Assim, normalidade/anormalidade é um dos critérios que serve
para destituir pessoas da sua humanidade.

Instituir a igualdade, portanto a inclusão, reconhecendo a diversidade deve ser um objetivo de todos porque, assim como entre normalidade e anormalidade há apenas um
Maitê, 62 dias
a diferença de gradiente e de perspectiva, os limites entre inclusão e exclusão estão completamente “borrados” e o lugar do excluído pertence a todos nós porque, em outras palavras, estes “limites” são imprecisos, contingentes, impermamentes... Características que, felizmente, restituem o dinamismo e a poesia da vida.

Maitê, 4 meses
Há quase dois anos essa categoria diagnostica – trissomia do cromossomo 21 - corporificou-se para mim. Apesar de sempre ter defendido o posicionamento acima (meus alunos, especialmente os de Psicologia Comunitária e de Processos Psicossociais da Exclusão, são testemunhas disso), hj, eu me sinto mais autorizada a defendê-lo (o posicionamento), sobretudo porque, ao recusar dar a Maitê o diagnóstico como seu significante mestre, ofereci-lhe uma infinidade de significantes para se identificar (parece que ela gosta muito do “sapequinha”!).  "Autorizei”, assim, que voasse com suas próprias asas. E como voa, nossa linda Maitê!!!

Segue uma série de 7 postagens que traduzem o slogan “somos mais iguais do que diferentes”.

Dia #1. Combatendo o preconceito com informação.

“[...] Mas eu vejo suas cores reais
Brilhando por dentro
Eu verei suas cores reais
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem
Suas cores reais
Cores reais são lindas
Como um arco-íris” (True Colors, Cindy Lauper). 

O que é Síndrome de Down: https://www.youtube.com/watch?v=0pjtK3I-daA
O meu bebê tem Síndrome de Down: https://www.youtube.com/watch?v=zXnys2c5R2E

“Querida futura mamãe”: https://www.youtube.com/watch?v=fIK5st2s3kA

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