domingo, 2 de agosto de 2009

Semana Mundial do Aleitamento Materno II

Semana Mundial do Aleitamento Materno I


Fisio-anatomia da Lactação


As mamas são estruturas complexas constituídas por tecido glandular (onde é produzido o leite) rodeado de gordura e tecido de sustentação. As unidades básicas de tecido glandular são os alvéolos, cujas células produzem o leite, e que se agrupam em 8 a 20 lóbulos. Os alvéolos são rodeados por tecido mioepitelial (pequenos músculos) que ao contraírem-se ejetam o leite nos ductos que o transportam até ao mamilo.




A pele que cobre a mama modifica-se no centro para formar o mamilo onde os ductos terminam, em pequenos orifícios. Em volta do mamilo existe uma parte da pele mais escura (aréola) onde se situam as glândulas de Montgomery (pequenas glândulas sebáceas) que produzem um líquido oleoso que mantém os mamilos suaves e limpos.

Mamar ao peito é um ato natural e os bebês fazem-no há gerações. Quando um bebê tem fome, mama no peito da mãe, durante o tempo que quer, até ficar satisfeito. Entretanto vai crescendo e a mãe vai produzindo cada vez mais leite. Quando começa a comer outros alimentos, as mamas produzem só o leite necessário para completar as suas necessidades. E tudo isto acontece durante meses, anos, sendo possível por um complexo controlo hormonal e glandular.

Hormônios envolvidos na lactação:



A prolactina (produzida na glândula pituitária anterior) que estimula a secreção de leite nos alvéolos, em resposta à estimulação da aréola e do mamilo por parte do bebê. Quando o mamilo é estimulado a prolactina é libertada e inicia-se a produção de leite. Quanto mais o bebê estimula a mama, mais leite é produzido. Se existe restrição à amamentação, porque o bebê não vai à mama, ou porque é retirado antes de terminar uma mamada espontaneamente, a produção pode não ser estimulada adequadamente.

A ocitocina (produzida na glândula pituitária posterior), é libertada por surtos durante a amamentação, e provoca a descida do leite através dos ductos até ao mamilo (o reflexo da descida ou ejeção). Quando o bebê mama, ao tocar com a boca no mamilo e na aréola envia mensagens nervosas para a glândula pituitária que liberta a ocitocina na corrente sanguínea. Isto provoca a contração das células mioepiteliais dos alvéolos e a ejeção do leite, que vai provocar um aumento do diâmetro dos ductos lactíferos e o movimento do leite para o mamilo. Entre as ejeções de leite, o diâmetro dos ductos retorna ao seu valor pré-ejeção, sugerindo que a acumulação de leite não se faz nos grandes ductos (canais) mas nos pequenos canalículos.

De início este reflexo é não condicionado, com resposta a um estímulo físico mas, mais tarde torna-se condicionado, e apenas o choro, a visão ou pensamento do bebê pode ser suficiente para provocar o fluxo de leite. Se a mãe se encontra deprimida, cansada ou com falta de confiança na amamentação o reflexo da ocitocina pode ser inibido, embora esta inibição temporária e parcial possa ser revertida.

A ocitocina é a responsável pelo desconforto sentido por algumas mulheres durante as primeiras semanas, e que é normal.

Sinais e sensações de um reflexo de ocitocina ativo:

  • sensação de pressão, formigueiro, picada nos seios imediatamento antes ou durante uma mamada;
  • pingar de leite dos seios quando pensa no bebê ou o ouve chorar;
  • gotejar de leite do outro seio quando o bebê mama;
  • leite escorrendo dos seios se o bebê larga o seio durante a mamada;
  • dores pela contração do útero, com pequena perda de sangue eventual, durante as mamadas da primeira semana;
  • sucções profundas e lentas seguidas de deglutição, mostrando que o leite está fluindo para a boca do bebê.

Fontes:
http://www.santeallaitementmaternel.com

http://www.ibfan.org.br/

Imagens retiradas do Google Imagens


Um comentário:

Anônimo disse...

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- Murk