terça-feira, 21 de julho de 2009

Sobre cultura

Passei o dia lendo sobre conceito de cultura, artefatos culturais, etc. Reli um trecho do livro do Angel Pino, As Marcas do Humano, sobre o mito do "ponto zero" da espécie humana (aquele momento em que o nosso ancestral toma consciência de si e da natureza, e começa a viagem do tornar-se humano).


Agora, já desligando o PC, encontro essa matéria muito interessante sobre a cultura humana.


Densidade populacional foi essencial para explosão cultural humana, diz estudo


Segundo estudo publicado na revista Science por pesquisadores do University College de Londres, mais do que potência cerebral, foi a crescente densidade populacional dos Homo sapiens o fator responsável pelo notável desenvolvimento cultural de nossa espécie. No artigo, os autores afirmam que os aglomerados humanos levaram, ao longo da história, a um extraordinário intercâmbio de idéias que também preveniu contra a perda do conhecimento já alcançado, sendo essa a razão preponderante para o aparecimento do que eles chamam de comportamento humano moderno.

“Nos referimos a esse tipo de comportamento como um salto de complexidade tecnológica e cultural que fez nossa espécie única. Isso inclui a representação simbólica, como a arte realista e abstrata, a ornamentação do corpo, os instrumentos musicais e as sofisticadas técnicas de caça”, definem os pesquisadores. O estudo se baseou em simulações com computador de aprendizado social e revelou que o grau das habilidades cognitivas de grupos humanos depende da densidade populacional local e das migrações entre eles.

Usando estimativas genéticas do tamanho das populações no passado, os cientistas mostram que sua densidade era semelhante na África Sub-Sahariana, na Europa e no Oriente Médio quando o comportamento humano moderno surgiu pela primeira vez. A explosão cultural humana geralmente é explicada por mutações que nos propiciaram cérebros mais potentes, dotados da capacidade da linguagem, por exemplo. O problema é que esses argumentos não explicam seu surgimento em distintos momentos da história e em diferentes regiões do planeta, explicam os autores.

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